Foto: Reprodução da Internet

Estudar fora do País, conhecer novas culturas e aprender outros idiomas é uma tendência que tem crescido entre os universitários e entre pessoas acima de 40 anos. Quem confirma esta informação é a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio do Brasil (Belta), que entrevistou cinco mil estudantes e 500 agências para afirmar o crescimento de 20,46%, em 2018, do mercado brasileiro de educação internacional.

De acordo com os dados da pesquisa, o número de jovens que embarcaram para o exterior para realizar intercâmbio saltou de 302 mil para 365 mil no ano passado. A crise econômica e a instabilidade política não afetaram a disposição dos estudantes em realizar cursos fora do País.

Além disso, a Belta destacou que a maioria dos viajantes começou a pesquisar os pacotes de intercâmbio de forma online, mas 67% dos negócios foram concluídos nas lojas físicas. Tal situação ocorre porque o atendimento pessoal oferece mais segurança e tranquilidade ao cliente. Essa movimentação gerou 1,2 bilhão de dólares para o setor.

Cursos procurados
A maioria das pessoas que sai do Brasil para realizar algum curso vai para aperfeiçoar algum idioma, e o inglês é o principal deles. Também estão em alta os cursos de idiomas com trabalho temporário e estudos de férias para teens, em julho e janeiro. Os interessados por graduação no exterior estão em quarto lugar.

De acordo com a presidente da Belta, Maura Leão, a especialização das universidades do exterior em receber os brasileiros como intercambistas esportivos é um dos motivos para ascensão desses intercâmbios. Três mil pessoas embarcaram no ano passado para fazerem graduação com bolsa parcial ou total devido ao esporte.

Quem mais viaja?
A pesquisa da Belta identificou que 60% das pessoas que viajam são mulheres, e a maioria delas viaja sozinha. A faixa etária dos viajantes é outro destaque: pessoas com mais de 40 anos estão realizando mais intercâmbios culturais, educacionais, para aprender idiomas, e outros. “Em 2017 chegamos à marca de 30 milhões de idosos no Brasil. Esse número só cresceu e ele também refletiu no setor de estudos no exterior. Afinal, esse público tem a tendência de já estar mais estável financeiramente e por isso podem fazer a tão sonhada viagem de intercâmbio que sempre quiseram fazer”, evidencia Maura.

Destinos mais procurados

Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Malta são os locais mais pesquisados por quem deseja aprimorar idiomas e fazer algum curso no exterior. “Malta aparece pela primeira vez entre os seis destinos mais procurados porque implantou a política de o intercambista ter a possibilidade de estudar e trabalhar”, comenta Maura Leão, Presidente da Belta. O Canadá lidera a primeira posição há 13 anos.

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