Ao chegar a casa, Vanessa é recepcionada por Bella, Dudu, Penny, Petit e Preto . foto: arquivo pessoal

Se você que tem um animalzinho em casa sofre quando o vê cabisbaixo ou sem se alimentar bem, imagine quem é veterinário. Esses profissionais são levados à profissão justamente por amor aos bichos. Vanessa Daudt Schönell é uma dessas apaixonadas por pets que escolheu fazer desse amor a sua atuação profissional. Aos 27 anos, ela atua na área há dois anos e meio, tendo se formado pela Federal de Pelotas, em 2015.

foto: arquivo pessoal

“Como a maioria das crianças, sonhava em ser ‘médica de bichinhos’, e graças a Deus consegui levar esse sonho adiante. Hoje posso prevenir muitas doenças, curar  e cuidar da saúde deles com muito carinho”, conta ela. Pensa que ela ocupa todo o seu amor pelos animais no atendimento veterinário? Nem pensar! Na clínica Vida Pet, onde Vanessa atua, há seis cães – Frida, Dinho, Costela, Lazinha, Piloto e o Hulk – cuidados com toda a atenção. Uma foi abandonada ainda filhote na clínica e os outros quatro recolhidos das ruas para tratamento e nunca mais foram embora. Já na própria casa, Vanessa convive com quatro cães e uma gatinha. A felina, chamada Isabella, foi adotada há 10 anos. O cachorro mais velho, o Preto, tem cerca de seis anos e é da sua irmã,  foi adotado há dois anos após ser atropelado. A Penny tem quatro anos e chegou à casa quando Vanessa estava no segundo ano de faculdade. Petit também é da minha, tem  três  anos e convive com ela desde filhotinho. Dudu é o “recém chegado”, adotado esse ano e com apenas dois anos.

Com Piloto, depois com Lazinha e Hulk.
A veterinária não se imagina longe deles. foto: arquivo pessoal

“Eles são a alegria da casa, tê-los nos esperando com aquelas carinhas alegres e rabinhos balançando não tem preço. Dormem comigo, na minha cama. E quando não estou, deixo eles com a ‘dinda’, no caso, a minha irmã”, conta, entre risos, Vanessa Daudt Schönell. Seu amor alcança todos os animais. E em respeito a eles, Vanessa é vegetariana – não come carne.

Companheiros que ensinam muito
Vanessa destaca como é bom conviver com esses seres, doces e cheios de amor. “Todos os dias poder cuidar e dar qualidade de vida pra eles é o que faz os meus dias valerem. Temos muito a aprender com eles, a forma como vivem, sua humildade, como estão sempre dispostos a  perdoar, a não julgar, a cuidar e a amar, até mesmo quando o ser humano não corresponde”, defende Vanessa.

É claro que nem todos os momentos são felizes. Assim como na medicina, há horas marcadas pelo sofrimento. “São momentos muito difíceis. Lutamos e damos o nosso máximo para manter sua saúde, mas não temos o domínio da vida e da morte. Coloco  minhas mãos e meu trabalho nas mãos de Deus, para que ele sempre me guie”, diz Vanessa. Dar a notícia de uma doença ou morte às pessoas também é sempre muito difícil. Principalmente porque a  maioria dos clientes tem os animaizinhos como membros da família.  Quando os pacientes são mais velhinhos, é um conforto saber que lhe foi proporcionada uma vida boa. Os casos de morte inesperada doem ainda mais. O que fica, porém, é a atenção oferecida no tempo que estiveram juntos. “Quem se permite conhecer e conviver com um animal entende o que isso significa”, finaliza a médica veterinária.

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