Foto: Reprodução/Internet

A imagem do Garfield comendo uma boa lasanha, uma pizza, ou qualquer outra comida, pois ele não dispensa nada, pode ser fofa, mas deve ficar só na ficção. No mundo real, os hábitos do gato mais preguiçoso e comilão do mundo seriam um grande risco a sua saúde.
“A obesidade em gatos domésticos é uma tendência crescente, e pode ter um grave impacto real na saúde e expectativa de vida de seu gato”, afirma o veterinário Raphael Zamboni. O combate inclui uma alimentação adequada e a nutrição do bichano dependerá das suas necessidades, moderada ou com alta caloria, caso ele faça pouco o mais exercício, respectivamente.

Zamboni observa que os gatos domésticos normalmente não saem de casa e, por isso, seu gasto energético é baixo. “Assim, devemos dar-lhes ração light ou baixa em calorias, além de dividir a quantidade ideal de ração por peso e idade, em duas ou três vezes por dia ao invés de lhe dar uma grande quantidade de comida, pensando que o nosso gato saberá dividir a ração por ele próprio”, explica.

O veterinário acrescenta que, se a opção for por uma ração com de conteúdo calórico normal ou alto, deve-se aumentar o exercício que o gato possa realizar. Devem ser marcadas as horas das duas ou três refeições e evitar que ele coma entre esses horários. “Todos os dias, à mesma hora e fora dessas horas, retirar-lhe a comida”, ensina. O veterinário diz ainda que as mudanças de quantidade de alimentação ou de aumento de exercício devem ser sempre graduais para evitar problemas ao gato.

Os quilos a mais que o seu gato possa ter, exigem demandas extras em praticamente todos os órgãos do corpo. Essa sobrecarga pode resultar em doenças ou até mesmo a morte. Uma das consequências mais comuns da obesidade em felinos é o diabetes mellitus.
Outros problemas são doença do fígado, claudicação e artrite, problemas de pele, além de risco cirúrgico e anestésico maior. Conforme Zamboni, alimentação errada e falta de exercícios físicos são as principais causas da obesidade, mas há também outros fatores que influenciam, como castração e esterilização; problemas de tireoide e fatores genéticos.

Raphael Zamboni, veterinário Foto: Arquivo pessoal

Dicas do veterinário
O ideal é que a alimentação do gato seja a base de ração, pois elas são desenvolvidas e equilibradas de acordo com o que seu animal de estimação precisa diariamente. Há, no entanto, alguns alimentos permitidos, tais como:

Iogurte desnatado – Esse alimento é rico em cálcio e vitamina B, que ajuda a manter a saúde do animal, auxiliando a prevenir infecções. Entretanto, é importante verificar se o bichano não tem intolerância a lactose, portanto, deixe que ele beba um pouco de leite e analise se há alguma alteração nas fezes, caso isso ocorra, então o iogurte deve ser evitado.

Ovo cozido, sem o acréscimo de sal ou outro tempero. Ovo cru deve ser evitado.

Carnes – É o alimento que mais traz benefícios ao gato, pois é o pilar nutricional do felino e apresenta alta quantidade de aminoácidos, sendo adequada para suprir as carências do organismo do animal. Além disso, seu alto teor protéico é ideal para a dieta dos gatos. Apesar das qualidades do produto, é fundamental regular o consumo da carne com ração para uma alimentação apropriada.

Para não correr o risco de oferecer uma carne contaminada, algumas dicas: carne bovina – congele por no mínimo cinco dias em congelador; carne suína – o mais indicado é cozinhar, sem adição de óleo e sal, o cozimento destrói efetivamente qualquer verme; peixe – o congelamento ideal é de 48h.

Queijos – Apenas alguns tipos de queijos podem ser consumidos pelos gatos, e sempre como petisco, como a ricota e a muçarela.

Legumes – Alguns podem ser usados para complementar a alimentação felina. Dentre eles, se destacam: cenoura, acelga e beterraba.

Estrovenga está fofinha, mas não chega a ser obesa. Foto: arquivo pessoal/Carolina Michels

Ração de qualidade
Moradora de Montenegro, a assistente de escola Carolina Michels é uma apaixonada por gatos. Em sua casa, há duas mais gordinhas, Estrovenga (foto) e Mimi, com seis quilos, além de Olafi e Pepé. Carol já procurou um veterinário que a tranquilizou dizendo que as meninas não estão obesas. Ela acrescenta que se preocupa sempre em dar uma ração de qualidade e para gatos castrados para garantir a saúde dos pets.

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