Assim como os humanos, os animais também precisam seguir cadastro vacinal. De acordo com a veterinária Vanessa Daudt Schonell, tanto cães quanto gatos devem ser protegidos de doenças. E existe, também para eles, carteirinha de vacinação para controle dos tutores.

“Segundo as diretrizes para vacinação de cães e gatos da Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais há vacinas essenciais e não essenciais. As essenciais são aquelas que protegem para doenças graves e potencialmente fatais. Para os cães são as vacinas contra o vírus da cinomose canina, parvovirus canino, adenovírus e a raiva”, explica a profissional.

Já para os gatos, Vanessa informa que as imunizações essenciais incluem o parvovírus felino, o calicivírus felino  e o herpesvírus felino, além da raiva. Já as não essenciais, segundo ela, devem ser aplicadas em animais cuja localização ou estilo de vida os coloquem em risco de contrair infecções específicas, como a vacina da gripe, por exemplo.

“O calendário de vacinação para cães filhotes deve iniciar a partir de 45 dias de vida e a última dose deverá ser administrada com quatro meses  ou mais. Já a de gatos deve iniciar aos 60 dias e terminar com quatro meses ou mais. O intervalo entre as doses deverá ser realizado entre 21 e 28 dias”, informa.

fotos: reprodução internet

E em animais adultos, como funciona o esquema vacinal?   
A veterinária afirma que em cães adultos é necessário realizar duas doses com intervalo de 21 a 28 dias de quando for a primeira vacinação. “Em animais já vacinados, as doses devem ser aplicadas anualmente, a menos que sejam feitos exames para determinar a capacidade imunológica dele para cada vírus”, salienta.

E em casos de adoções, onde muitas vezes é impossível saber a origem do animal e cuidados que recebia? Vanessa destaca a importância de, nessas situações, levar o bichano para consultar com o médico veterinário. “Caso ele já tenha sido imunizado, não há problemas em receber nova dose de vacina. Entretanto, é importante, em todos os casos, que ele seja examinado, pois animais doentes ou debilitados não devem receber aplicações”, relata.

fotos: reprodução internet

Reações à vacinação?
De acordo com a veterinária, há a possibilidade de reações à vacinação nos pets. “As mais comuns incluem formação de nódulo no local da injeção, mas que desaparece em poucos dias. Também pode ocorrer dor local e febre. Mais raramente podem  ser observadas reações anafiláticas. Diarréia, urticária, edema facial e vômitos não são reações normais e caso ocorra após a vacinação, o animal deverá ser levado para exame”, conclui.

COMPARTILHAR

Deixe uma resposta