Foto: Reprodução GShow

Apesar de se definir tímido, o biólogo e coordenador educacional indígena logo se mostra bastante falador e, sentado numa cadeira, começa a explicar uma rotina nada comum:
vida de Vanderson é rodeada de atividades atípicas. Ele é o único sensei ou mestre de aikido (arte marcial japonesa) no seu estado. Faz doutorado na Universidade Nacional de Rosário, em Buenos Aires, onde vai duas vezes por ano. E também é um apaixonado por crochê.

Criado por quatro mulheres, a mãe, Nilza, e as irmãs, Vanderléia, Vênus e Vanda, o biólogo acredita ter a visão mais aberta para certas coisas. “Minha mãe era comerciante e passava o dia inteiro fora. Então, basicamente, minhas irmãs mais velhas fizeram a construção do que sou hoje. A gente sempre teve uma relação muito próxima, mas muito séria porque eram quatro mulheres criando um homem sozinho. Era diferente para elas, mas funcionou”, explica o brother, que afirma não ter sido mimado.

O participante acredita que sua vivência na aldeia e a experiência no aikido podem ajudar muito no dia a dia do BBB19. “Para os índios, tudo é de todo mundo. Eles são muito práticos e sociáveis. E o aikido já me ajudou a vida inteira. A proposta é harmonia e equilíbrio. Você usa a energia do oponente contra ele. Você consegue ter uma visão ampla e observar as pessoas”, diz ele.

Por ser professor, o acreano é bastante conhecido na cidade. Entretanto, o BBB não está preparado para ser reconhecido em rede nacional: “Rio Branco é pequeno, são 400 mil habitantes, mas conheço muita gente aqui. Não sou famoso, sou colega das pessoas. Agora, ser famoso nacionalmente é estranho. Ainda não estou pensando nisso, não”.

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