Foto: Reprodução GShow

De sorriso largo e conversa fácil, Rodrigo recebeu a notícia que iria para o BBB19 ao lado da mãe e de amigos. Morador da Zona Sul do Rio de Janeiro, além de cientista social especializado em direitos humanos, ele é dramaturgo, ator, articulador cultural, sócio de um food truck, professor e psicopedagogo.

Nada melhor que os amigos para definirem quem seria Rodrigo. “Não importa o gênero da pessoa, ela sempre fala: o Rodrigo é fofo. Ele é extremamente profissional. Até para exigir, ele é tranquilo”, conta César.

Sua infância aconteceu no subúrbio carioca, mas sem grandes sacrifícios. “Tenho uma lembrança boa. Não foi uma infância de luta, de passar fome. Meus pais batalharam muito para gente ter a melhor educação”, relembra.

Filho de um militar e uma funcionária pública, Rodrigo que é trigêmeo usou a educação para ultrapassar os obstáculos que surgiram em seu caminho. Um deles, a dislexia.
Bolsista em escola particular, Rodrigo aprendeu inglês apenas quando era adulto.

Entretanto, isso não o impediu de fazer Mestrado em Educação, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Aliás, essa foi uma época complicada na vida de Rodrigo, mas que ele não guarda rancor. Serviu para um aprendizado.

Para Rodrigo, representatividade importa e muito. No final do ano passado, ele teve a experiência de se vestir de Papai Noel em uma ONG na Cidade de Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Uma criança me disse: o senhor é mais bonito que o outro Papai Noel. Isso é importante porque é uma criança negra, se reconhecendo bonita. Principalmente na Baixada Fluminense, que tem uma grande concentração de negros e muitos não se autodeclaram. A gente conversa com essas crianças e elas começam a se autodeclarar como bonitos”, enfatiza.

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