Hoje é comemorado o Dia do Motociclista. Dia daquele que conduz, a passeio ou trabalho, veículo motorizado de duas rodas. Ventos nos cabelos, mãos nos punhos, pés nas marchas e freio e o sentimento de liberdade.

A origem da data homenageia o motociclista e mecânico da Honda Marcus Bernardi e foi proposta pelo deputado federal Alcides Franciscatto, em 1984. Marcus faleceu em 27 de julho de 1974.

A partir da oficialização, a Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) também instituiu, em 2000, a Semana Nacional do Motociclista e o Prêmio ABRAM de Motociclismo.

E só quem enfrenta diariamente o trânsito sobre duas rodas sabe as dificuldades e prazeres da prática. Cuidados redobrados com um fluxo que muitas vezes não respeita motoqueiros e o desafio de lidar com as adversidades do tempo.

Roupa impermeável e corta-vento, luvas e capacete são acessórios mais do que conhecidos por esses aventureiros. Freios que assoviam quando chove e banco excessivamente quente para sentar quando exposto ao sol são outros detalhes compreendidos somente por quem anda de moto.

Mas o que ninguém contou, foi da sensação de liberdade quando o vento bate no rosto e nos cabelos, por dentro do capacete. Das paisagens bonitas, vistas de outro ângulo, em passeios e trajetos. Da chuva boa de verão que molha o corpo desabrigado e do sol que aquece nos dias frios de inverno.
É necessário dobrar as responsabilidades, principalmente no autocuidado? Sem dúvida. Mas ainda assim, vale a pena partir em jornadas inesperadas.
A jovem Amanda Schneider Wilhelm, 20 anos, mesmo tão nova, já tem autonomia no trânsito montenegrino em cima de sua Honda Biz. Há cerca de um ano e meio, segundo relata, passou na prova de Habilitação para moto, mesmo período em que possui o veículo.

“Optei pela Carteira de Habilitação A pela questão da praticidade mesmo, até porque nossa cidade não tem lugar para estacionar carro. E, claro, pela economia também. Uso mais para me deslocar ao trabalho. Porém, quando necessito, aproveito para passear”, explica.

Ciente dos riscos, Amanda destaca que muitos motoristas não respeitam os motociclistas. “Então o cuidado deve ser bem maior, certamente. Mas a sensação de andar de moto é de liberdade, de se sentir livre. E só quem a tem sabe o quanto é boa essa independência que o veículo proporciona”, salienta.

Desfrutando diariamente da Biz para trabalhar, é nos fins de semana que gosta ainda mais de trafegar pelas ruas. “Em Montenegro é meio complicado na questão de pontos turísticos para passear, então sempre opto por outros lugares, como a praça de Portão e outro lugares fora da cidade”, conclui.

Aliada na rotina
Muitos motociclistas têm a moto como hobby, paixão. Em Montenegro, há 18 anos, a entidade Motociclistas Fantasmas reúne entusiastas e amantes do veículo. E frequentemente o grupo promove eventos para reunir aficionados de diferentes partes do país. O motoclube, que aniversaria em maio, já ganhou, inclusive, em 2016, o título de melhor festa de aniversário de um motoclube, concedido pela Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul.

E certamente, muitos de seus integrantes usam as motos como ferramenta de trabalho (ou como meio de locomoção até ele), assim como diversos montenegrinos e montenegrinas.

Lisiane Cristina Kleinschmitt, 24 anos, é habilitada para dirigir moto há seis anos e faz uso de sua Biz para lazer e chegar ao trabalho diariamente. “E ando há seis anos. Sendo motociclista, é preciso ter muito cuidado no trânsito, pois muitas vezes os carros não respeitam as motos por serem veículos menores. Em um acidente, o motoqueiro quem mais sofre”, alerta.

Lisiane Cristina Kleinschmitt, 24 anos, é habilitada há seis anos e usa sua Biz para lazer e ir trabalhar. Foto arquivo pessoal

A economia e a facilidade na hora de estacionar parece ser unanimidade entre os benefícios eleitos pelas motociclistas. Economia e agilidade de chegar aos lugares, de acordo com Lisiane, são pontos positivos de quem tem o veículo. “Fora que é mais fácil de achar lugar para estacionar. Eu ainda passeio nos finais de semana e escolhi a Biz por ser um modelo mais feminino”, termina.

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