foto: reprodução internet

Quer usar um vestido branco, atirar o buquê e oferecer aos convidados um bolo de três andares, mas não tem o noivo com quem se casar? Alguns podem até achar estranho. Mas já é algo bem possível e tem nome. A sologamia, ou seja, o ato de se “casar” consigo mesmo já foi registrado em várias partes do mundo e reflete a tendência social de ser feliz sem se importar muito com o que é ou não tradição. Afinal, se o seu sonho é casar, por que esperar?

É claro que se trata de um ato simbólico, sem participação de juiz. Mas, em alguns casos, representa bem mais do que a vontade de usar um vestido de noiva. É a ideia de se estar “fechada” ou “fechado” – meninos também podem – consigo mesmo, sem estar esperando por um casamento para ser feliz. Se para alguns soa como um ato individualista e, talvez, até mesmo egoísta, para outros representa a busca da felicidade sem obedecer padrões sociais.

Recentemente, as fotos divulgadas no Facebook da italiana Laura Mesi ganharam o mundo. Ela organizou uma festa para 70 convidados, para os quais serviu champanhe e um bolo de três andares. Seu casamento – sem noivo – foi tratado por ela como “um símbolo de amor próprio”. Ela, que tem 40 anos, declarou ser possível ter um “conto de fadas” sem precisar do príncipe.

Não pense, porém, que a italiana é uma mulher que não deseja ter um companheiro. Ela apenas resolveu que esperar por ele era desnecessário. Ao jornal italiano La Repubblica Laura explicou sua decisão. “Eu disse a meus amigos e familiares que, se não encontrasse a minha alma gêmea aos 40 anos, casaria comigo mesma”, disse. E complementou. “Se algum dia eu encontrar um homem com quem eu possa planejar um futuro, ficarei feliz, mas a minha felicidade não depende dessa pessoa.” Ao abrir sua decisão, como já era esperado, Laura recebeu críticas. Chamada de “louca” nas redes sociais, ela preferiu prestar mais atenção às felicitações.

Adeptos pelo mundo
Não pense que essa tendência é restrita às mulheres. Em maio de 2016 o também italiano Nello Ruggiero casou sem a presença de uma noiva na cidade de Nápoles. Está pensando que é uma moda italiana? Não! No Japão e no Canadá já há agências especializadas em organizar esse tipo de evento. Elas estão faturando alto ao oferecer um desejado serviço para um nicho novo de mercado: o dos solteiros dispostos a permanecer assim sem abrir mão da festa.


Um altar só para si

Se a moda ainda não alcançou as ruas brasileiras, na ficção ela já apareceu. No último capítulo de “A Força do Querer”, a novela mais assistida no Brasil nos últimos anos, Cibele, personagem vivida por Bruna Linzmeyer se casou. Ela, que passou o folhetim inteiro correndo atrás do antigo noivo após ele abandoná-la às vésperas do casamento, convidou a todos para uma cerimônia especial.
No horário marcado os convidados viram a bela noiva chegar ao altar e anunciar sua união com ela mesma. O objetivo na ficção foi mostrar que a jovem, após passar muito tempo se humilhando e tramando vinganças descabidas, encontrou amor próprio e resolveu ser feliz. Teve muita gente que, ao ver a cena, se perguntou: e se a moda pega?! O detalhe é que ela já pegou.

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