O corpo que pende leve, amparado por fitas coloridas. Suavidade de movimentos milimetricamente calculados: assim é a arte do tecido acrobático aéreo. Oriunda da arte circense, a prática vem crescendo, invadindo academias e estúdios e conquistando cada vez mais adeptos.

A montenegrina Suélen Duarte Porto, 29 anos, professora há três de tecido acrobático aéreo, afirma que essa expansão é muito importante para democratizar a prática. “Há uns 4 anos ela tem se tornado mais visível. E é muito positivo esse acesso democrático ao estilo. Não é mais uma prática exclusiva do circo. Ela começou lá, mas agora perpassou esse espaço em novos estilos e categorias”, conta.

A professora Suélen Duarte Porto (no tecido) ensina a aluna Fernanda Rodrigues, 33 anos, em sua primeira aula

Dedicada de corpo e alma à atividade, ela conta que suas primeiras experiências -com o que virou uma de suas paixões- foi em meados de 2014, assistindo a aulas de um amigo em Macau, China, onde morou por algum tempo.
“Também trabalhei com contrato de um ano em um clube de lá, em performances contemporâneas no tecido”, conta.

Com toda a experiência que possui na área, a jovem, que também é bailarina, resolveu trazer a novidade para Montenegro, em oito encontros. Todos os sábados, das 9h às 11h, as aulas são ministradas na Fundarte, sala 7, até 19 de maio. A promoção é da Associação Amigos da Fundarte, e o investimento é de R$ 200,00, podendo ser pago em duas vezes. Para inscrever-se, o contato é 3632 1879. O requisito para participar das aulas é apenas a vontade de experienciar.

Aula de tecido acrobático aéreo inicia com alongamento para dar energia à musculatura e evitar lesões

Para o corpo e a alma
Suélen afirma que como toda a expressão artística, o tecido acrobático aéreo traz sensação de bem-estar, leveza e felicidade aos praticantes. “Porque a arte faz a gente se conectar internamente. E cada um tem a sua própria arte. Para externá-la, é preciso antes entrar em si mesmo”, diz.
Por experiência própria, conta que também os benefícios ao corpo são inúmeros, trazidos pela prática, como maior flexibilidade da coluna, mobilidade, força e resistência física.

“Para iniciantes, que não tem nenhuma relação com outra atividade física, sentirão um pouco de dor no começo, principalmente na parte superior, já que braços, ombros e costas são muito trabalhados. Porém, como é uma prática aeróbica que agrega trabalho de força, toda a musculatura é desenvolvida. É uma atividade completa, sem nenhum impacto, trabalhada em outra dimensão”, conta.
Mobilidade do quadril e ombro, além da coluna, também são amplamente aperfeiçoadas.

Com níveis que vão do básico, iniciante e intermediário/avançado, ela dá dicas aos alunos durante as aulas. “De maneiras mais fáceis de escalada e para dar o nó no pé, ponto de apoio no tecido. Cada aluno tem uma progressão muito particular. Alguns já conseguem escalar a fita e começar a arriscar poses aéreas nas primeiras aulas, outros demoram um pouco mais”, conclui.

As práticas são preparadas de modo que priorizem a segurança, diminuindo as possibilidades de quedas  e lesões, até que o desenvolvimento do aluno permita a formação de figuras (poses), tramas e spinning (giros) no tecido. Corre lá para se inscrever!

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