A atividade na arbitragem apresentou a Michael Stanislau a importância da preparação física. Ele graduou-se em Educação Física em 2013

Trabalhar para proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas. É assim que Michael Stanislau, 28 anos, define a profissão de educador físico. Os profissionais que colaboram para melhores resultados físicos, definição do corpo e garantem treinos adequados comemoram seu dia em 1º de setembro.

Stanislau se formou pela Ulbra, optando pelo bacharelado, em 2013. Dois anos depois especializou-se em Treinamento Físico. Atuar em escolas, como professor de educação física, nunca esteve em seus planos. Michel conta que, ao sair do ensino médio, estava em dúvida quanto a qual carreira escolher. Até que entrou na área de arbitragem esportiva e ela lhe mostrou a relevância dessa profissão. “Eu vi a necessidade do preparo físico”, diz. Hoje Stanislau atua como árbitro e também mantém o próprio estúdio, no qual atende alunos em aulas de Hiit – Treino Intervalado de Alta Intensidade, na sigla em inglês – e de treinamento funcional.

Setembro é também o mês em que os profissionais da educação física veem seu serviço multiplicar. É que com a aproximação do verão, o número de alunos cresce. Mas a ocupação desse profissional vai muito além do emagrecimento ou da definição muscular. “Nessa época, a maior procura dos alunos se dá a isso. Mas, há uma grande demanda também de pessoas que desejam o condicionamento físico e a manutenção da saúde”, diz o profissional. E para quem quer ficar em forma, ele faz um alerta. “Sabemos que muitos não saem do sedentarismo com acompanhamento de um profissional. Vídeos na internet, que prometem corpo em forma rapidamente não faltam. Mas é diferente de um trabalho bem realizado, por alguém capacitado”, diz ele, lembrando que os resultados dependem também do aluno. “Eu sou uma parte. Ele terá de fazer por si. Com dedicação ao exercício e, também, na parte nutricional”, complementa.

Antes de ter seu próprio espaço Stanislau atuou em academias. Hoje, porém, isso não mais seria possível porque ele precisa adequar os seus horários como educador físico e árbitro. Atuando no campeonato brasileiro, é preciso viajar para lugares bastante distantes para apitar as partidas. “Faço alguns ajustes quando sou sorteado para um jogo que afetará minhas aulas. Prefiro agir assim do que trabalhar com outro profissional que me substituiria. Mesmo que siga o mesmo treino, para o aluno é diferente se tem a aula com um professor que já o conhece”, diz Stanislau.

Licenciatura ou bacharelado?
Até há alguns anos, o curso de educação física podia ser cursado de três formas diferentes. Licenciatura, bacharelado ou licenciatura plena. Essa última opção formava para as duas primeiras de forma conjunta. Hoje isso não existe mais. A licenciatura é voltada para o magistério, sendo que o profissional não pode atuar em outras atividades – como as academias, por exemplo – restritas aos bacharéis, que, por sua vez, não atuam em escolas.

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