Pelo conforto, Priscila Rodrigues trocou os saltos altos por sapatilhas. Foto: Arquivo pessoal

Na hora de comprar calçados, o conforto está crescendo como item decisivo no momento da escolha e fazendo as mulheres optarem por peças rasteiras ou com saltos mais baixos. Os altíssimos seguem preferidos para as ocasiões especiais. Foi o que revelou uma pesquisa feita pelo NPD Group, nos Estados Unidos. Eles constataram que, no mercado americano, no ano passado, houve crescimento de 37% na venda de tênis e queda de 12% no comércio de sapatos de salto.

Apesar de feita nos EUA, a pesquisa mostra uma tendência mundial. As mulheres querem sim estar bonitas nos ambientes de trabalho e lazer, mas com conforto. Uma das explicações é a chegada da geração Y ao mercado de trabalho. Usar todos os dias sapato alto não agrada grande parte das mulheres dessa geração. Por isso, modelos como mocassim, sapatilha ou até um “tênis arrumadinho” estão ganhando espaço.

A relação da fotógrafa Priscila Rodrigues do Amaral, 25 anos, com os sapatos mudou recentemente. Hoje são 40 pares, já foram mais de 80. E o estilo também mudou. Ela trocou os saltos altos pelas sapatilhas desde o nascimento do filho Henrique, de dois anos. “Na vida de mãe é preciso abandonar o salto. E um mês que você fica sem colocar, quando usa novamente já deixa o pé todo dolorido. Ainda bem que hoje a indústria faz sapatilhas bem bonitas”, destaca Priscila.

Houve época em que Priscila usava “apenas saltão”, como ela diz. Mas agora é inviável. “Como sou fotógrafa, passo muito tempo em pé em eventos e ensaios. Mas continuo sendo bem apegada aos sapatos, agora aos de saltos baixos. A paixão continua”, conclui ela. Abandonar o salto alto não significa andar com menos estilo. Muito brilho, pedras e detalhes ornam os calçados de Priscila. O tênis também entrou na lista dos preferidos dela. E com o frio se aproximando, ela poderá abusar das botas, outra paixão. “Uso até ficarem inutilizáveis. Não gosto nem de emprestar”, explica.

Apaixonada pelo salto alto
Leila Fátima dos Santos, 38 anos, é assistente administrativa do município de Montenegro, e estudante de Direito. Na sua sapateira o destaque é o salto alto. São 35 pares de sapato e apenas duas rasteirinhas e um tênis. “Prefiro os saltos altos. Eles deixam as mulheres mais elegantes e com uma pitada de sensualidade. Porém, representa muito além”, opina Leia. Ela recorda de ter ganho seu primeiro salto alto aos 14 anos, era um par de botas, e tinha por objetivo proteger as pernas do frio. “Ali, por necessidade, aprendi a equilibrar-me no salto. Para mim, o salto é uma espécie de autoafirmação, de empoderamento da mulher que sonha grande”, diz Leila.

Leila é apaixonada por salto alto. Foto: Arquivo pessoal

Compradora frequente de calçados, o scarpin é o modelo favorito de Leila. “Se olhar um sapato de salto, for paixão à primeira vista e estiver dentro do meu orçamento, com certeza ele irá comigo”, confessa ela. De preferência, alto. “O salto é como se fosse uma extensão do meu corpo. É como se minha altura real só fosse válida quando estou de salto, não gosto nem de ser vista sem ele”, conta ela, revelando que tênis, no seu caso, só para caminhadas mesmo, rasteirinhas são sinônimo de praia e, para descansar o pé ela opta por salto Anabela ou plataforma.

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