A palavra amizade é um substantivo feminino de origem latina (amicitia). No entanto, teria se originado a partir do termo amicus, que na tradução para o português significa amigo. Alguns etimologistas acreditam que a raiz desta palavra tenha sido desenvolvida a partir do verbo latino amare, que é traduzido como amor ou amar.
O que cada um de nós entende por amizade pode ser diferente.
Como no relato do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman.
“Um viciado em Facebook se gabou para mim, dizendo que ele havia feito 500 amigos em um dia. Minha resposta foi que eu tenho 86 anos, mas não tenho 500 amigos, então presumidamente, quando ele fala ‘amigo’ e quando eu falo ‘amigo’, nós não estamos querendo dizer a mesma coisa”.


Bauman defende a tese da sociedade líquida. No sentido de que as relações estão ficando superficiais, com o passar do tempo, e o contato humano está cada vez menor. Uma das frases mais famosas de Bauman é que “as relações escorrem entre os dedos”. Ele enfatiza a necessidade de reinventar e redefinir os valores da atualidade. Nada é permanente.
Todavia, não precisa ser visto de maneira pessimista. Se a maioria das relações humanas é baseada na superficialidade e na efemeridade, outras relações, mesmo que sendo a minoria, podem ser construídas com laços mais fortalecidos. A raridade desse tipo de relação faz com que esses relacionamentos sejam singulares.
O importante é não fazer generalizações, é preciso dispor de autocrítica e autoanálise sobre esse tema. Com o passar do tempo, não só as pessoas como também a sociedade se modificam. Como defende Bauman, os bons valores não devem ser perdidos, mas reinventados.

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