fotos: reprodução internet

O pãe nada mais é que uma mistura de pai+mãe. O pãe é um homem que se envolve mais do que o “normal”, com seu filho(a) que acabou de nascer. Trata-se de um homem que queria ser pai, combinou com sua mulher e programou com ela em conjunto, o nascimento de um filho. E acompanhou a gravidez dessa mulher, com satisfação, envolvendo-se nas consultas mensais dela ao obstetra, lê e leu livros obre o desenvolvimento do bebê intra-útero, dialoga com o obstetra sobre sinais e sintomas de sua mulher. Curte demais a gravidez.

Eu tenho encontrado cada vez mais homens desse tipo. Trata-se de um fato que eu não reparava há uns 10 ou 15 anos. No consultório pediátrico, muitas vezes é o pãe que traz a listinha de perguntas, suas dúvidas, sobre o recém-nascido, nas suas primeiras semanas. Ele muitas vezes telefona ao consultório, sobre fatos novos que o deixam em dúvida. É comovente o fato deste homem acompanhar tão de perto o desenvolvimento do bebê. E fotos então? Fotos quase diárias, senão, semanais, do casal com o nenê, e dele com o nenê. E todos sorridentes.

E o dia a dia? Ah, esse é o maior diferencial. As fraldas. As trocas das fraldas. Nesse particular até que já ouvi muitos desses homens, rindo, dizer em consultório que trocam sim, as fraldas com xixi. As outras não . . . ! Mas tudo bem. O pior e mais difícil com certeza, são as noites, as madrugadas. Nas primeiras semanas de vida, quando existe a adaptação do bebê à sua mãe, ao seu leite materno, acontece o inevitável: as mamadas da madrugada. Que são ou não diretas, quer dizer, mama e dorme. Outros bebês, por vários motivos, não são assim tão diretos, pois mamam e não dormem, vomitam, arrotam ou não, e choram. Choram. E aí entra o pãe. Pega o nenê e vai abraçado com ele para outro quarto, longe da mãe, para essa poder dormir. Esse é pãe!

Meus parabéns aos papais que agem assim, a mulher e o filho têm nele um esteio, um exemplo, um modelo de homem, de pai.
Simples assim.

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