Foto: reprodução internet

Alguns pais têm perguntado, em consultório, sobre a chamada “ideologia de gênero”, que é motivo de orientação em algumas escolas. E como esse fato acontece em todo Brasil, e é polêmico, várias entidades médicas brasileiras, e mesmo do exterior, têm estudado o assunto e se posicionado. Trago aqui, nesse pequeno espaço, um resumo do que o Conselho Regional de Medicina de São Paulo publicou a respeito.
Esses médicos, professores universitários, analisaram a “ideologia de gênero”, pela qual permite que uma criança de pré-escola saiba escolher ser menino ou menina, ou mesmo possa decidir por si, que pensa como menina, mas é um menino ou vice-versa. Isso é, no mínimo, um abuso emocional que se faz à essa criança. E o Conselho de Medicina traz algumas afirmações, como essas :
1-os bebês e as crianças são muito vulneráveis; 2- é negligente, irresponsável e alienante, induzir crianças a fazerem escolhas tão cedo, já que não têm maturidade para tal. 3-a educação sexual, que é um direito de crianças e adolescentes, é muito diferente do incentivo à indefinição sexual, o que traz a eles, insegurança, inadaptação e riscos. 4- o sexo biológico não é escolhido por nós.
Outra entidade médica, a American College of Pediatricias, associação de pediatras nos USA, apresentou varias razões para serem rejeitadas essas ações baseadas na educação da “ideologia de gênero”: a saber: 1- o nenê quando nasce, tem em todas células de seu corpo o cromossoma Y normal e se torna homem, ou o bebê não tem esse cromossoma Y, e se torna mulher. A sexualidade humana é binária: homem, mulher. O propósito para isso? a reprodução humana. 2- todos humanos nascem com um sexo biológico. Ninguém nasce com um gênero. Gênero é uma consciência e percepção de si mesmo, como homem ou mulher. Gênero é um conceito psicológico e sociológico.
Portanto, ninguém nasce com uma consciência de si mesmo, como masculino ou feminino. Essa consciência se desenvolve através do tempo, e pode ser modificada por experiências em sua infância. Pessoas que se dizem sentir “em outro sexo”, ou em “algum lugar entre dois sexos”, são, biologicamente, homens ou mulheres.
E doutrinar crianças na pré-escola com a mentira que elas podem estar presas no corpo errado, destrói seus próprios fundamentos, e o senso de realidade que uma criança tem de seu próprio corpo. Essa ideologia de gênero em escolas é um abuso psicológico.
E, como sempre em medicina, cada caso é um caso. Simples assim.

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