Cabeleireiro há 18 anos, Maico Roberto de Oliveira explica o processo de transição capilar, do crespo para o liso

O cabeleireiro e esteta cosmetólogo Maico Roberto de Oliveira explica que o processo de transição capilar -do liso para o crespo- consiste em abandonar as químicas capilares, como alisamento e relaxamento, optando por fios mais naturais. O profissional destaca que a transição acontece de forma lenta, pois depende do crescimento dos fios. “Um fio saudável cresce em média de 1 cm a 1,5 cm por mês. A pessoa tem três opções, a primeira e mais lenta, onde a cada dois meses corta-se uma parte das pontas lisas e no dia a dia se usa produtos de uso específico. Nesse caso, o processo de transição pode levar de 1 ano a 1 ano e meio”, pontua.

Na segunda e mais radical alternativa, conforme lista Maico, toda a parte com alisamento é cortada de uma só vez. “E a terceira é uso de um tratamento chamado de desprogressiva, que consiste em uma química para cachear as pontas lisas, não deixando aquela diferença indesejada da transição, onde se tem a raiz crespa e pontas lisas. O processo de desprogressiva é feito no salão de beleza por um profissional, por se tratar de uma química. O tempo médio do processo é de 5 a 6 horas”, frisa.

Por que os clientes optam pelo processo?

O cabeleireiro enfatiza que geralmente as clientes procuram o procedimento para mudar o visual. “Ou querem fazer algo que dê menos trabalho no dia a dia e seja mais natural”, completa.

O procedimento é antigo. Maico, com 18 anos de profissão, afirma que há anos ele já era realizado em seu salão. “Claro que há tempos não tínhamos essa infinidade de produtos específicos para cabelos crespos ou em transição que se tem hoje. Agora se tornou bem mais fácil de encontrar produtos eficazes e acessíveis”, esclarece.

Ele destaca que a procura pela transição teve um crescimento significativo quando passou a ter mais visibilidade na mídia, com famosas aderindo ao crespo. “Algumas de minhas clientes optaram pela transição, umas conseguiram esperar o tempo do processo, de cortar aos poucos a parte com química. Três tiveram a coragem de cortar bem curtinho, tirando toda a parte lisa de uma só vez. Já mais de metade desistiu no meio do processo de transição e voltou a alisar ou relaxar”.

A justificativa, segundo ele, foi por acharem mais prático o alisamento. “Pela praticidade de acordar de manhã e só passar a escova e sair. Mas aí vai da opção e vivência diária de cada pessoa, tem que ame e se adapte com os fios crespos e naturais e as que preferem fios alisados ou relaxados. Eu e minha equipe estamos prontos e treinados para atender os dois tipos de público”, termina.

Quais produtos são utilizados?
Para que os cachos sejam definidos naturalmente, alguns cuidados são necessários durante o processo de transição capilar. “Deve-se utilizar uma vez na semana xampu de limpeza profunda ,o qual tem um pH elevado e alcalino. O produto fará uma abertura de cutículas capilares, retirando resíduos de condicionadores, máscaras e leve-in sem enxágue, em alguns casos enfraquecendo o efeito da química de alisamento”, afirma o cabelereiro.

No uso diário, Maico indica a utilização de produtos para hidratação ricos em manteigas (karite, cupuaçu, cacau) e óleos vegetais (côco, argan, amêndoas, oliva, semente de uva) e ainda produtos que contenham vitaminas e aminoácidos.

“E utilizar na finalização uma mistura de gelatina capilar específica para cabelos crespos ou em transição, mais um ativador de cachos com textura gel mais fluida, que faça o processo de fitagem. Ele consiste em aplicar a mistura mecha a mecha, amassando em direção a raiz, deixando secar naturalmente”, destaca.

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